|
A gestação pode ser dividida no período embrionário, primeiras
oito semanas após a fertilização, e o período fetal. O período
embrionário é caracterizado pela diferenciação das células em
componentes condro-ósseo, neural e muscular. O crescimento ou
aumento da massa ocorre durante o período fetal. O crescimento
pós natal é o resultado de constante modificação da forma e
função7.
O crescimento e desenvolvimento da mão e de todos os tecidos
durante a vida uterina assemelham-se a infância e adolescência.
A diferenciação e crescimento do membro superior é o resultado
de intrincada coordenação de seis fundamentais e
inter-relacionados mecanismos. Inicialmente ocorre a
diferenciação ou modulação do pleuropontencial tecido conectivo
mesenquimial. As células diferenciadas, ósseas e cartilaginosas
aumentam de número em divisões mitóticas. Aumento da síntese de
proteínas estruturais intracelulares, também ocorre, assim como
o aumento da diferenciação do líquido intracelular, ao mesmo
tempo em que a matriz extracelular é elaborada com o também
aumento do conteúdo da água extracelular. Existe a programação
de um super mecanismo de crescimento e morte celular e uma
regular modificação dos elementos celulares existentes7.
O crescimento dos membros no período fetal pode ser
estabelecido:
8ª semana – Começo da ossificação primária dos centros do
esqueleto
10ª semana – Aparecimento das cavidades articulares, o
desenvolvimento das superfícies articulares e os leitos
ungueais.
15ª semana – Os centros primários de ossificação nos metacarpos
são alongados e placas de crescimento são formadas em cada
extremidade. O movimento fetal continua a modelar as superfícies
articulares.
16ª semana – Formação muscular.
20ª semana – Perfuração dos canais cartilaginosos que
proporcionará a sua vascularização7.
Existe uma confusão entre os termos malformação e deformidade
congênita. A Malformação refere-se a um defeito estrutural
primário, ocasionado por uma falha localizada no desenvolvimento
– ex. ausência congênita do rádio. Deformidade é uma mudança
secundaria na forma ou estrutura, numa estrutura desenvolvida
normalmente – ex. bridas amnióticas7.
A etiologia das malformações congênitas é variada. Fatores
genéticos e ambientais são usados como exemplos, porém a grande
maioria das malformações congênitas é de causa desconhecida. A
maioria ocorre durante o período embriológico e quase sempre
envolve o mesoderma e tem associação com sistema multifuncional,
mais do que o que ocorre durante o período fetal. Isso explica a
mortalidade e morbidade das malformações que ocorre no período
embriológico7.
|